quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

RETROSPECTIVA 700 DIAS COM ELA (!!!??@#%!$!?*&)

retorno de saturno me levando de novo pro buraco do tatu pra meio do olho do meu cu em 2012 aprender a surfar? tá rolando uma onda, intensa vai movmentar capaz que ele (?) se converta ou volte contigo de barco pra dentro do mar jhonny?
Por Anônimo em Cafajestagem Apocalíptica em 28/12/11
vc escreve mto bem! não abandone o blog
Por Anônimo em Hijo de una madre da la calle em 08/12/11
nada como a distância para que esse tipo de empreitada tenha sucesso. oh gosh
Por Srta T. em Dupla de três em 14/07/10
Hum, eu ainda não usei, não testei, mas quis. Aff, chega de querer os sapatos luxo da Carrie e bora ser mais funny, ops bunny, rss.
eu super recomendo. cof cof.

Ju, Nessa vida cafagestemos muito enquanto somos um. Euzinha que quis ser dois e virei meia, que o diga! Vou mandar uns contos sonoros não vividos por mim, para que postes ( se digno ) em seu blog. Para qual email os remeto ? Estou fértil de idéias e ressecada de vida. Mas não há limites para os sonhos, portanto : COMPARTILHAR!

Sabe pq amiga, Mais uma dose? É claro! É claro que eu tô a fim A noite nunca tem fim Por que quê a gente é assim? Agora fica comigo E não, não Não desgruda de mim Vê se ao menos me engole Não me mastigue assim... Canibais de nós mesmos Antes que a terra nos coma Cem gramas, sem dramas Por que quê a gente é assim? Mais uma dose? É claro! É claro que eu tô a fim A noite nunca tem fim Por que quê a gente é assim? pq a melhor parte da música, é o que a gente mais quer: Você tem exatamente Três mil horas Prá parar de me beijar Meu bem, você tem tudo Tudo prá me conquistar... Você tem apenas um segundo Um segundo Prá aprender a me amar Você tem a vida inteira Baby! A vida inteira Prá me devorar...
Por Patrícia em Mais uma dose de Cafajestagem em 03/02/10
Esse tipo de cafajeste segue o mesmo modus operandis da bebedeira, outro fator importante na noite. por maior que seja a ressaca, por mais que prometamos nunca mais beber no dia seguinte, repetimos a dose na primeira oportunidade.
Por Camilla em Mais uma dose de Cafajestagem em 03/02/10
Olá, sem problemas você postar meu texto, mas não se esqueça dos créditos. hihi :) Bjs
Por Fernanda em Ser Cafajeste é uma arte! em 07/12/09
Uma dose de canalhice é importante pra acelerar as coisas.
Por Ariela em O homem perfeito em 19/11/09
disse tudo.
Por Anna.the em A Comida Está Servida em 13/11/09
tudo se explica no desejo de vingança...no fundo ela é como os homens que se envolve, só querem mais uma noite de sexo...por isso ela os merece. enfim, Jubalets to gostando disso aqui, vc tem muita propriedade! ;) bjs
Por Anna.the em Cafajestagem sem preconceito em 10/11/09

Cafa é que nem Wally é foda. Lilith não morreu. A cada dia mais viva. Oremos (sem cruz ou culpa).

Quem fala o que quer, ouve o que não quer. Senhores, dêem-nos a Cafajestagem de cada dia.
reuniremos todos os fragmentos de cafagestagem! hahahaha
O que fazer quando os "restos" são belos (e generosos) nacos da mais firme carne humana? Vale aproveitar! Bá
Por Anônimo em o meu Cafa Predileto, atualmente em 01/11/09
eu sei a identidade secreta desse moço! ele fez a mesma coisa comigo! eheheheheh
Por th. em Lobo em pele de Cordeiro em 06/10/09
Adorei!!! sei bem essa história. concordo e assino em baixo.
Por Maíra Bellini em o semideus em 06/10/09
Outro dia, em uma reunião com amigos, manifestei algumas situações em que sofro preconceito por ser loira pintada. Gente, nem todas são filhasdaputabarangasratasdeacademia. Adorei o texto!
Por bárbara em o semideus em 06/10/09
O cavalheirismo é capaz de esconder a mais completa falta de consideração com o próximo. Paradoxal, hã?
Por bárbara em Lobo em pele de Cordeiro em 21/09/09
"garrafada de banha de galinha" hoho 1,2,3 cordeirinhos
Por Srta T. em Lobo em pele de Cordeiro em 18/09/09
Dá pra ler a mesma estória analisando que você só se interessou qdo o cara sumiu. Vocês não percebem, mas assim como homens, mulheres são todas iguais. De qq maneira, excelente texto. ;-)
Por cretinolover em Lobo em pele de Cordeiro em 08/09/09

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cafajestagem Apocalíptica

A vida exigiu-me, em 2011, atuar um tanto de corpo presente.  No meio do ano, tornou-se bem difícil dar atenção aos blogs mirabolantes ou às redes virais. Era mata virgem ou megalópole, ilha ou avião, BR ou quarto single. Um ano agitado, tempo escasso para o lúdico.
Não reclamo porque reclamar de trabalho em excesso só é menos herético que reclamar de pinto em excesso. Opa, gente. To falando de quantidade de sexo, não de quantidade de picas. Eu, hein? Quanta malícia, meu povo.
É melhor vocês tomarem prumo. O apocalipse taí em pauta. Quem vai pagar pra ver? Pra ler? Pra fazer o download?
Vamos pagar nada, é tudo free. E no fim das contas, tudo vai pra caixa. 6 jogos na megasena da virada - 200 milhões. Comprar um set, um spa ou um barco?
Teve essa guria que de 2010 pra 2011 colocou no topo da listinha de missões: transar com 100 homens. Não sei se ela conseguiu, mas se esforçou muito pelo que eu soube. Arranjou um namorado no meio do empreendimento, mas não se fez de rogada e continuo firme na luta. Respeitei.
Mas também acho que a gente tem que apostar numas missões mais realistas, néam. Perder 14 quilos em 8 a 10 meses é realista. Em 8 a 10 semanas é viagem. Dormir com 7 a 8 cafas é realista. Dormir com 50 cafas é pedra.
Porque um ano voa. 7 anos correm. Os saturnistas estão chegando. Estão chegando os saturnistas. E me pergunto: o que serei quando crescer? Qual será o cafa que vai se converter? O que vestirei no apocalipse?
São tantas interrogações. E poucos os tamanhos de camisinha. Seja doce ou seja dura esta vida. Ela intriga, ela instiga, ela excita.

Feliz 2012, cafajestes queridos!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Hijo de una madre da la calle

Não lembro de ter lido nenhum dos posts anteriores, mas preciso, de alguma forma, falar sobre a puta falta de sacanagem dessa vida medonha que me assombra cotidianamente nesse esquema "trabalho, faculdade, barzinho".

Ando meio dividida, no amor, no trabalho. Muá, pensa que o cafajeste metido a cretino não me completa no quesito amor. Mas, o que é amor para alguém que roubou a paixonite pulsante da irmã mais nova aos 18 anos? O que é trabalho bem sucedido para quem quase vendeu a alma ao diabo para, apenas ser melhor remunerada e não ver o Drácula sugando seu sangue - mesmo no setor privado - nos próximos 4 anos?

Confesso que bebi um pouco de mais e The Strockers toca sem parar, mesmo sem ser uma das minhas bandas preferidas, e também confesso que não deveria me revelar tanto enquanto escrevo, sem parar durante as minhas bebedeiras coletivas.

QUER SABER?! Foda-se! Ninguém se importa se você não for ninguém. Ninguém se importa se você não puder causar nenhum rebuliço na vida social de algumas pessoas. FODA-SE você, hijo de una madre da la calle... Eu falo bem menos do que eu gostaria de falar. Sou mais contida e bonitinha do que eu poderia ser normalmente.

As vezes dá vontade de jogar tudo para o ar, mas, não moro em um país "tropical". Aqui só faz sol. Não existe mais que isso e as pessoas normalmente não entendem que você tem sentimentos e uma vida além do trabalho e faculdade. Você não pode ter mais do que um lado que você é duas caras. Foda-se você que não sabe diferenciar aspectos pessoais e profissionais.

Podram-se TODOS!

sábado, 24 de setembro de 2011

Uma cafajestagem essa indumentária, confirma Produção?

Não é que eu tenha me tornado realmente uma adepta da santidade. Mas também não é o caso de desperdiçar história que realmente merecesse ser contada. Porque antes do que será contado daqui a pouco, houve, sim, outra história. É bem possível que eu faça um conto dela, e até mesmo um roteiro. Mas apenas quando parar de doer e aí eu poderei me concentrar apenas no ridículo e no simbólico da experiência, e fazer uma belíssima comédia.

Portanto, não escrevamos em precipitado. Quando podemos narrar sobre precipícios casuais de uma vida cafajeste. Bem como exercitar o bom humor: quem nunca teve fetiche com um cowboy, que atire o primeiro chapéu.

Um fofo, o belo rapaz. Meio fantástico, meio absurdo e um tanto inusitado. Completamente cafajeste, é claro. Antes de colar comigo (e depois de jogar um monte de laçadas), ele deu uns beijos numa loira – que trataremos aqui de um modo geral por Piriguete – e deu alguma ideia mais ou menos jocosa pra uma jornalista.

Aí ressurge do meu lado feito um pop-up, logo depois:

ELE: Onde você estava? Fui lá fora atrás de você, fiquei te procurando igual um idiota.

ELA: COMO É QUE É? VOCÊ PAGOU DE IDIOTA? Calma ai, querido. Nós ficamos uma hora trocando idéia, no maior clima e já na fase de sugestões descaradas e convites irrecusáveis. Tomamos várias cervejas. Você foi comprar mais uma e nunca mais voltou. Ainda fui atrás de você, chamei junto, e você ficou lá.

ELE: Eu beijei aquela menina. Mas, porra, eu não queria. Eu queria ter beijado você.

ELA: Hahaha. Você ta me zoando, né, cara?!? Mermão, você simplesmente não existe. Qual foi? Não deu pra esperar o meu momento? Você acha mesmo que eu tinha que colar a minha boca na sua tão logo você permitisse???

ELE: Não! Não acho nada disso. Vamos conversar, vamos embora daqui. Me leva pra outro lugar. Pra onde você quiser.

ELA: Não vou a lugar algum. Estamos no meio de um show, você não está vendo? Os caras no palco são meus conhecidos, eu quero vê-los tocar. Você também devia escutá-los, você não é um músico? Aliás, me dá um gole dessa cerveja.

ELE: Vou ficar contigo, então. Você quer uma cerveja? Eu compro.

ELA: Cara, você vai ficar nessa, né. Vamos lá fora pra fumar um cigarro.



Lá fora era mais ele quem falava. Dizia que tinha me achado demais, que eu era isso e aquilo, que ele vacilou, mas ia andar no caminho do bem dali pra frente. Eu achava, naturalmente, que aquilo tudo era apenas um manjado papo-aranha, com os devidos requintes de alguém que investiga qualquer indício vagabundo de poesia.

Acho que foi tanta espontaneidade que conseguiu derreter o gelo que eu fixamente sustentava. Na DR do cigarrinho, eu tinha certeza que o cara estava salivando aquilo tudo só pra me levar pra cama naquela noite. E, se conveniente, na noite seguinte. Mas, fora essa curta coisa trash no meio, a gente viveu uma coisa casual com um mínimo de poesia. Acho até que o termo técnico que cabe aqui é: parceria.

É verdade. Por mais que este blog seja um depósito público de difamações sobre fatos e pessoas cafajestes. É muito chato usar sempre o mesmo tom. Quando a gente consegue superar algum tipo de preconceito é sinal de que seremos menos entediados e mais felizes.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Cafajestagem velada

De antemão, eu preciso dizer: no sex in here. Não fisicamente, digamos. Foi algo anterior ao sexo e, no entanto, mais marcante. Afinal de contas, não é todo dia (e ás vezes nem todo ano) que encontramos um gentleman. Aí que eu encontrei um verdadeiro representante desta espécie em extinção.
Participamos de um evento. Mal nos falamos neste, mas eis que o destino nos colocou lado a lado na van do retorno e a vontade nos colocou lado a lado no avião. Ele ficava no segundo destino, eu seguiria até um terceiro. Até essa escala, foram quatro horas de conversa mais ou menos. Ambos virados ou quase. Por que não vai lá em casa descansar um pouco? Uma hora e quarenta não daria tempo pra ir e voltar e ainda descansar, mas eu fui. Conversamos mais um tanto, dividimos um sofá. Cheguei a cinco minutos da decolagem e, alegremente, perdi o vôo. Foi tão cabalístico que nem taxa a compahia aérea me cobrou e ainda me deram um vaucher de refeição. Mas eu não queria comer, queria era passar mais um tempo com ele. Gentileza vicia.
Voltamos pra casa dele. Agora tínhamos mais de quatro horas. Conversamos mais um bocado e dividimos uma cama. Não ficamos, nenhum movimento nesse sentido - salvo os subliminares. Acordamos e ele me levou pra, enfim, comer - no lugar que eu escolhesse. Nunca houve um milkshake tão saboroso e um hamburguer tão suculento. 
Depois, ele fez pela terceira vez o caminho do aeroporto. Eu tinha um sorriso de orelha a orelha, e eram orelhas de abano. Vá lá que trocamos emails "profissionais" desde então, mas, aquela alegria ainda pulsa. Um tipo de alegria que eu não sentia há um bom tempo. Acho que o nome técnico é encantamento.
Ele não é o tipo sex symbol, e seria apenas um cara boa pinta, se não fosse a sua extrema gentileza e, claro, o seu currículo. Porque estudar cinema em New York, vamos combinar, é quase um afrodisíaco. Voltar ao Brasil e militar, então, é  mais eficaz que salada de ostras e ovo de codorna salpicada com nozes e amêndoas. E isso é porque eu não falei do sorriso.
Sabe aquele sorriso que ilumina? O rosto e o ambiente todo? Exatamente esse. O cara pareceu-me bem sério, obtuso, mas depois daquele sorriso...veio-me só a candura. E isso é porque não falei da voz. Uma voz de homem curtido,  jack daniel's.
Não, gente, deixa disso. Eu não estou apaixonada e tampouco tenho a disposição de gastar metade do meu curto salário com passagens aéreas. Estou encantada. É um estado de espírito que alcançamos quando se lê um poema - ou quando se conhece um gentleman. Sendo que, no primeiro caso, a internet é uma aliada. No segundo, só dá pra contar com o acaso - e um bom punhado de sorte.
Numa coincidência, eu voltei à cidade da escala na mesma semana. Celular desligado, produtora não encontrada. Mandei uma mensagem, mas não quis insistir. Encantamento é o tipo de coisa que requer uma certa distância: pois, de perto, ninguém é elipsoidal.

domingo, 10 de abril de 2011

Em terra de cego

Depois de um dia cheio de trampo e no derradeiro dia naquela cidadezinha, ao sudeste. Sentamos eu e o fotografo no bar, uns amigos dele, gente da universidade, gente da cultura. De longe, com a miopia de sempre, eu avistei aquele homem grande e bonito. Uns oculos john lennon com lente cinza, fumaca. Um dos olhos, o esquerdo, era baixo. Mas ele nao deixava que o copo, meu ou de qualquer um, ficasse vazio. Gentileza. 
Algumas garrafas depois, trocamos de bar. O estabelecimento a diagonal fechava mais tarde e oferecia uns pasteizinhos. No caminho, um beijo. Firme, gostoso, super valido. Um pouco antes eu havia perguntado. Era um estudante? Nao, trabalhador. Definitivamente nao era um beijo preguicoso. E absolutamente nao era um beijo idilico. Era um beijo bom.
Era, mesmo, um cara caolho. Tive certeza sob a luz do segundo bar. Nem por isso, naturalmente, parei de beijar. Porque pra isso eu lidava com a boca e, pra bom observador, um olho basta. 
Levou um estilingue na cara do olho esuqerdo quando moleque, acidente de crianca, molecagem de primos. Coisa de menino que brinca com pau e pedra e mato e bicho. O olho avermelhou e inchou. Passarm folhas e caldos, rezaram. O olho embranqueceu e desinchou. Parecia normal. Mas, dois anos depois, com a cabeca nas pernas de uma tia, brincando com as pontas do cabelo dela, ele tampou o olho direito. E, entao, ele nao viu nada. Tudo se tornou preto.
Mas o doutor nem examina, chamando o pai de lado, lhe diz logo em surdina. Nao ha um so remedio em toda a medicina.
Trabalhava com construcao civil, ele disse. Se nao era engenheiro, devia ser pedreiro. Na cama com Marx, eu pensava. E ai ele me disse. Estudar vinte anos e trabalhar pros outros? Ele ralou muito tempo e, com um tio, abriria sua empresa. Aos 24 anos.
Ele nunca conversara tanto tempo sobre tantas coisas, com outra pessoa do sexo feminino, na mesma cama. Mesmo tendo namorado com tres garotas. Namoro sem sexo? Sexo sem conversa?
Eu ate quis filosofar. 
Mas acontece que eu brochei. De maneira irreparável. Ops.